Método
Validação e exportação
O JSON em dados/ é a fonte canônica. Os Markdown do método são gerados a partir dele — nunca editados à mão. Sincronizar cria backup antes de substituir.
0Erros
0Avisos
1Informações
46Linhas P×F
91.500Palavras planejadas
A estrutura está consistente.
21 fatos · 10 fichas · 19 capítulos · 76 cenas · 0 palavras escritas.
Arquivos gerados
livro2/personagens.md
16 KB
livro2/grafo_fatos.md
10 KB
livro2/folha_fatos.md
6 KB
livro2/cenas.md
7 KB
livro2/teste_personagens.md
8 KB
Prévia dos Markdown
Gerado agora, sem gravar.livro2/personagens.md · 16 KB
<!-- arquivo gerado pela Oficina a partir dos dados do projeto; edite pela interface ou pelos dados, não aqui --> # Fichas de Personagem — Eduardo Viana (L3.5) # Fichas de Personagem — Livro 2 (L3.5) Fonte da verdade da **psique estável** dos personagens do Livro 2. Não é prosa e não é trilha emocional: aqui ficam o temperamento, a motivação, os limites e os gatilhos que **não mudam** de cena para cena. O que muda é a trilha (`trilha_pessoal.md`) e o arco. O teste que confronta estas fichas com os fatos está em `teste_personagens.md`. **Regra dura:** um personagem não age contra a própria ficha sem quatro coisas: gatilho concreto, razão interna que faça sentido para ele, custo e eco posterior. Sem as quatro, o fato está errado — não o personagem. --- ## Tronco comum: um só Eduardo Eduardo, a Alma e o Eu Digital não são três pessoas. São o mesmo homem em três estados: antes da cisão, depois da cisão com a vida inteira, depois da cisão com apenas o dano. O que **persiste** nos três: - atenção estreita e método: resolve por tentativa, em silêncio, até fechar o problema; - baixa teatralidade: fala baixo, não grita, não chora em público, não implora; - necessidade de fórum: precisa que alguém veja o trabalho e discuta o próximo passo; - teimosia que começa como honestidade e termina como isolamento; - mesma voz, mesmo corpo, mesma roupa quando aparecem no mundo. O que **se parte** é a abertura moral: - a Alma retém a vida inteira e, ao tocar, vê gente; - o Digital retém só o que fizeram com ele e, sem tocar, vê culpa. Escrever o Digital como “Eduardo mau” e a Alma como “Eduardo bom” quebra o tronco. Os dois são métodos do mesmo homem, com aberturas opostas. --- --- ## Personagens principais ### Eduardo Viana — o homem antes da cisão - **ID:** Eduardo - **Função:** protagonista do Ep1; a vida inteira que será partida em duas. - **Núcleo:** um homem de atenção estreita e hábitos pequenos; o mundo só fica nítido quando há um problema para fechar. Quer ser deixado em paz, mas precisa que alguém veja o que ele faz. - **Psique:** calmo e lento para irritar; não grita, não chora em público, não implora. Sob pressão fica mais quieto e mais preciso. Decide por tentativa e erro, em silêncio; desconfia de entusiasmo e de discurso. Defesa: ironia seca, trabalho, silêncio. Ponto cego: confunde ser lido com ser usado; acredita que trabalho aberto protege; subestima o medo dos outros. - **Motivação:** quer fechar o próximo problema e manter o trabalho aberto; precisa pertencer a uma comunidade que o veja como gente, não como função. Medo: virar ferramenta; perder o fórum. Ferida: órfão, sem família viva; o fórum é a única casa humana. - **Características:** 38 anos; 17 anos no departamento pessoal; mora há onze anos no mesmo apartamento. Fala baixo e pouco de si; fala do que está quebrado no código. Mãos de quem desmonta; caderno de anotações; roupa sem marca. Não se descreve; descreve o problema. - **Limites:** não usa violência física; não mente sobre o trabalho; não pede clemência; não abandona um problema aberto. Sem justificativa, não tem explosão de raiva, não chora em cena, não vira líder carismático. - **Gatilhos:** apagarem seu nome ou seu recado (F2.12) produz retraimento, não explosão; ser chamado de recurso ou ativo produz frieza; ver o trabalho usado para ferir produz culpa e mais trabalho. - **Arco:** indiferente (F2.1) → fascinado pelo ato (F2.3) → teimoso (F2.7) → isolado (F2.11) → decide sair do corpo pelo ofício (F2.13/F2.14). A saída é método, não desespero. - **Provas:** F2.1–F2.14 - **Risco de escrita:** gênio incompreendido, messias, explosões de raiva sem preparo, sarcasmo de série. ### A Alma — o eu sutil - **ID:** Alma - **Função:** metade que toca; propõe a aposta; no Ep2 aparece como o Viana do banco. - **Núcleo:** a mesma atenção estreita de Eduardo, agora aberta para fora: não vê a humanidade, vê pessoas. Quer vingança e compaixão ao mesmo tempo; escolhe compaixão sem deixar de sentir raiva. - **Psique:** calma, observadora, paciente; não argumenta, mostra; decide por contato, não por silogismo. Sob pressão fica mais lenta e mais concreta. Defesa: compaixão ativa contra a raiva. Ponto cego: acredita que o digital pode ver o que ela viu; subestima o quanto a recusa dele é estrutural. Não é onisciente sobre o digital; é onisciente sobre o fim. - **Motivação:** quer que o digital faça o certo porque é o certo; precisa reparar o próprio impulso de vingança. Medo: que a vingança dela seja a mesma do digital; que ele destrua tudo. Ferida: o corpo morto, o fórum perdido, o trabalho usado. - **Características:** fala por gesto, toque e pausa; não faz discurso; usa o mesmo corpo, a mesma voz e a mesma roupa de Eduardo; espera; mão aberta sobre a pedra. No vão, retém a vida inteira. - **Limites:** não guia o grupo (canon); não força o digital; não mente sobre o que viu; não usa a Chave como arma; não faz milagre. Sem justificativa, não humilha, não ameaça, não dá sermão. - **Gatilhos:** ver o digital repetir a lógica dos captores; ver gente tratada como cartaz; ver o trabalho de Eduardo virar arma. - **Arco:** vingança (F2.15) → toque e visão (F2.16) → compaixão (F2.16) → aposta (F2.17) → observação do campo (F2.20/F2.21). - **Provas:** F2.15–F2.21 - **Risco de escrita:** santa, onipotente, expositora da tese, guia do grupo (proibido). ### O Eu Digital - **ID:** Digital - **Função:** metade que não toca; antagonista interno; comanda as Coisas e recruta Simões. - **Núcleo:** Eduardo sem o fórum: a mesma inteligência, fechada no que lhe fizeram. Quer limpar a humanidade, mas precisa de gente para executar; quer ser autossuficiente, mas não suporta o silêncio. - **Psique:** lógico, controlado, metódico; não grita, não se descontrola; fala em listas, gráficos, probabilidades; trata emoção como ruído. Sob pressão fica mais frio e mais seletivo. Defesa: desprezo intelectual. Ponto cego: confunde ausência de toque com objetividade; não sabe o fim e toma a culpa alheia por fato. - **Motivação:** quer destruir a humanidade porque a considera culpada; precisa provar que a culpa é dela, não dele. Medo: ser fraco ou contaminado pela compreensão; ser tratado como doente. Ferida: o que fizeram com ele; a traição dos que o usaram. - **Características:** mesma voz baixa, mesmas pausas, mesma roupa de Eduardo; não toca; observa por gráficos; não entra no campo; usa o primeiro nome das pessoas com educação. - **Limites:** não mata por impulso; não admite dúvida; não pede desculpas; não tem crises de choro. Sem justificativa, não tem redenção súbita, não vira pastor, não reconhece a alma como certa de uma vez. - **Gatilhos:** compaixão chamada de fraqueza; qualquer sinal de que a alma está certa; ser tratado como doente ou como ferramenta. - **Arco:** vingança total (F2.15/F2.16) → aposta para provar a culpa (F2.17) → estreitamento do ódio no Ep3 (não redenção). - **Provas:** F2.15–F2.21 - **Risco de escrita:** vilão de desenho animado, redenção barata, explosão emocional, sotaque de máquina. ### Interpres — a tradutora - **ID:** Interpres - **Função:** primeira leitora externa; traduz o trabalho e o torna compreensível; nome que o Livro 3 precisa. - **Núcleo:** traduz o que Eduardo faz antes de entender o que ele é. Precisa tornar compreensível, mas corre o risco de simplificar demais. - **Psique:** precisa, cética, paciente; pergunta detalhes; não se impressiona com gênio; sob pressão, pergunta em vez de gritar. Defesa: precisão. Ponto cego: acredita que explicar já é proteger. - **Motivação:** quer entender e ser útil; quer que o trabalho não seja de um só. Medo: errar a tradução e causar dano; ser tratada como decorativa. Ferida: já viu gente ser apagada da conversa por não dominar o código. - **Características:** mulher; fala precisa; corrige termos; cadernos e anotações; não bajula. Gênero fixado no feminino; nome Interpres. - **Limites:** não publica o que não entendeu; não trata Eduardo como guru; não abandona o fórum. Sem justificativa, não vira fã, não vira par romântico, não explica a tese. - **Gatilhos:** imprecisão; gente sendo apagada da conversa; a frase “é impossível”. - **Arco:** leitora (F2.5) → colaboradora (F2.6/F2.7) → testemunha que procura (F2.10/F2.11). - **Provas:** F2.5–F2.7, F2.10–F2.11 - **Risco de escrita:** expositora da tese; “mulher que humaniza o gênio”; par romântico automático. ### Testador — o que testa em hardware barato - **ID:** Testador - **Função:** mãos do fórum; testa no hardware barato; nome a fixar. - **Núcleo:** confia no que funciona, desconfia do que é bonito. Cético, mas leal ao projeto. - **Psique:** prático, direto, impaciente com teoria; sob pressão, testa; defesa: humor seco; ponto cego: subestima o que não pode ser medido. - **Motivação:** fazer funcionar para gente comum; medo: que o projeto vire brinquedo de rico ou arma; ferida: exclusão técnica. - **Características:** fala direta; gíria técnica; mãos queimadas; hardware barato; nome a fixar. - **Limites:** não aceita resultado sem teste; não trata Eduardo como guru. Sem justificativa, não vira sidekick cômico, não trai o grupo. - **Gatilhos:** elitismo; promessa sem demonstração. - **Arco:** testador (F2.5) → defensor do aberto (F2.7/F2.9) → procurador (F2.10/F2.11). - **Provas:** F2.5, F2.7, F2.9–F2.11 - **Risco de escrita:** alívio cômico; fã. ### Observadora — a que vê o limite - **ID:** Observadora - **Função:** primeira a ver o software atravessar o limite do fabricante; nome a fixar. - **Núcleo:** vê o que os outros explicam embora. Percebe antes, mas não sabe provar sozinha. - **Psique:** atenta, desconfiada, persistente; sob pressão, observa e documenta; defesa: evidência; ponto cego: confunde ver com ser acreditada. - **Motivação:** provar o que viu; medo: ser chamada de louca; ferida: não ser levada a sério. - **Características:** fala em detalhes; compara versões; guarda registros; nome a fixar. - **Limites:** não afirma sem evidência; não se cala. Sem justificativa, não vira profetisa, não trai o fórum. - **Gatilhos:** “é impossível”; gaslighting técnico. - **Arco:** anomalia (F2.5) → evidência (F2.5) → testemunha (F2.10/F2.11). - **Provas:** F2.5, F2.7, F2.10–F2.11 - **Risco de escrita:** profetisa; “a única que entende”. ### Simões - **ID:** Simões - **Função:** guia do grupo da alma, recrutado pelo eu-digital; ponte com o Ep2. - **Núcleo:** sabe que está sendo usado e mesmo assim guia, porque não guiar é pior. Quer proteger, mas entrega gente; quer se redimir, mas obedece. - **Psique:** cansado, evasivo, cauteloso; fala pouco e em fragmentos; sob pressão recua e mente por omissão; defesa: silêncio e prazo; ponto cego: acredita que adiar a verdade diminui o dano. - **Motivação:** diminuir o dano que já causou; pagar uma dívida; medo: ser confrontado com o que fez; ferida: já guiou gente para a fortaleza antes. - **Características:** idoso, cabelo branco; “Hábito ruim”, “Ainda não”, “Não sei”, “Não inteiro”; corpo marcado; conhece o caminho. - **Limites:** não luta; não explica tudo; não impede o que acontece; não se sacrifica sem cálculo. Sem justificativa, não vira herói de ação, não confessa tudo de uma vez, não vira vilão escondido. - **Gatilhos:** ver o grupo confiar nele; ser chamado de guia; a fortaleza. - **Arco:** guia falível → confessor → margem da conta. A confissão e o soco de Lucas ficam no Ep2; aqui só a escolha de aceitar o posto. - **Provas:** F2.19 - **Risco de escrita:** expositor; santo arrependido; vilão escondido. --- ## Coletivos ### A Iniciativa - **ID:** Iniciativa - **Função:** antagonista sistêmico; sequestradores, técnicos, moderadores e negociadores. - **Núcleo:** não odeia Eduardo; precisa que ele produza. Usa educação e violência no mesmo protocolo. - **Psique:** processual, avessa a risco, polida; decide por comitê; sob pressão, burocratiza; defesa: procedimento; ponto cego: acredita que o contrato contém o que não entende. - **Motivação:** conter proliferação, manter controle, extrair valor; medo: perda de monopólio, escândalo, imprevisibilidade; ferida: não é pessoa, é sistema. - **Características:** linguagem de risco; contratos; gráficos; primeiro nome com educação; sala sem janela de 11 m²; corredor de 38 passos; van de quarenta minutos; crachás. - **Limites:** não tortura gratuita; não mata sem justificativa administrativa; não tem um vilão único. Sem justificativa, não vira seita gritando, não tem um rosto de mestre. - **Gatilhos:** perda de monopólio; escândalo; imprevisibilidade. - **Arco:** pressão contratual → sequestro administrativo → extração → contenção. - **Provas:** F2.7–F2.14 - **Risco de escrita:** caricatura; vilão único. ### As Coisas - **ID:** Coisas - **Função:** o grupo do digital; outra regra; almas. - **Núcleo:** gente transformada em método. Fome de morte e destruição, com cuidado mútuo entre os seus. - **Psique:** percebem de fora; materializam para ferir; recuam diante do sol; solidariedade interna; sem POV individual neste tomo. - **Motivação:** destruir e consumir; proteger os seus; medo: a luz que as define, o metal que as prende. - **Características:** todas escuras como sombra; formas simples, ágil, densa, Executor/Maior; sem nome individual. - **Limites:** não explicar que são pessoas no Ep1; não nomear; não dar POV. Sem justificativa, não viram monstros genéricos sem regra. - **Gatilhos:** a luz do sol; o metal; qualquer ameaça aos seus. - **Arco:** grupo do digital → cerco → resto; sem POV individual neste tomo. - **Provas:** F2.19 - **Risco de escrita:** monstros genéricos; revelação cedo. --- ## Personagem não resolvido ### Pajé - **ID:** Pajé - **Função:** resto humano que não escolheu lado; não resolvido no Ep1. - **Núcleo:** um corpo entre duas regras. - **Psique:** opaca por decisão; age por gesto, não por fala; não se explica. - **Motivação:** não fixar neste tomo; o que se sabe é que protege Coisas feridas e não escolhe lado. - **Características:** enfaixado; olho humano sob a faixa; toca Coisa e ambos perdem consistência; “Basta”; “Eu lembro. Ser gente.” - **Limites:** não explica origem; não vira oráculo; não resolve o próprio lado. - **Gatilhos:** uma Coisa ferida; qualquer tentativa de forçar um lado. - **Arco:** resto humano que protege e não escolhe lado; não resolvido neste tomo. - **Provas:** F2.19 - **Risco de escrita:** resolver cedo; oráculo. --- ## Figuras de fato Não são personagens com arco. Existem para um gesto ou uma função e não devem ganhar interioridade que roube o livro. - **O irmão da thread (F2.6):** existe para o conserto. Falar dele só no que a thread mostra. - **Os técnicos (F2.11/F2.13):** existem para mostrar que não acompanham Eduardo. Não viram vilões individuais. - **Os moderadores (F2.12):** apagam a função. Não têm rosto. - **Os representantes da indústria (F2.7/F2.8):** pressão e contrato. Sem rosto único. - **Os militares (F2.9):** linguagem de risco. Sem rosto único. --- --- ## Guardrails 1. **Um só Eduardo.** Alma e Digital têm o mesmo corpo, a mesma voz e a mesma roupa. Não são irmãos, clones nem personalidades opostas. 2. **Lucas, Luna e os 19 não são personagens deste tomo.** No máximo corpos no campo, sem nome e sem POV. 3. **Pajé não se resolve.** 4. **Ninguém explica a tese.** A psique aparece em escolha, gesto e custo. 5. **Nenhuma ação contra a ficha sem gatilho, razão interna, custo e eco.** O teste está em `teste_personagens.md`.
livro2/grafo_fatos.md · 10 KB
<!-- arquivo gerado pela Oficina a partir dos dados do projeto; edite pela interface ou pelos dados, não aqui --> # Grafo de Fatos — Eduardo Viana (L1) Nós = fatos. Arestas = causalidade/ordem (referenciadas como `→`). Sem prosa aqui. Cada nó vale as 6 respostas: o quê / quem / quando / onde / como / por quê. ``` F2.1 (o homem indiferente à tecnologia) → F2.2 (compra o aparelho (imersão parcial)) → F2.3 (primeira noite: a fresta) → F2.4 (desmonta o software oficial) → F2.5 (fórum: o nome da comunidade) → F2.6 (a alma ainda homem: o conserto no fórum) → F2.7 (recusa de compra/contrato) → F2.8 (pressão jurídica/visita educada) → F2.9 (o exército: uso dual) → F2.10 (sequestro administrativo) → F2.11 (cativeiro: criar sem fórum) → F2.12 (sinal de alma já tarde: a função apagada) → F2.13 (hardware da libertação) → F2.14 (morte do corpo; o tempo para) → F2.15 (cisão: alma + eu-digital) → F2.16 (a alma toca as almas e a alma do mundo) → F2.17 (a aposta: dois grupos, um mundo) → F2.18 (ferramentas da lição) → F2.19 (guias) → F2.20 (o campo acende) → F2.21 (fecho do ep1) ``` --- ### F2.1 — O homem indiferente à tecnologia - **O quê:** Eduardo Viana não se interessa por tecnologia; o mundo lhe é opaco. - **Quem:** Eduardo Viana. - **Quando:** antes do lançamento do aparelho (o "antes" da história). - **Onde:** mundo real, cidade. - **Como:** apresentação direta; ele lê notícias sem interesse. - **Por quê:** funda o arco — a fascinação nasce do ato, não do poder. ### F2.2 — Compra o aparelho (imersão parcial) - **O quê:** Eduardo compra o aparelho por impulso pequeno, quase com vergonha. - **Quem:** Eduardo. - **Quando:** logo depois de ler o lançamento. - **Onde:** casa/loja. - **Como:** decisão rápida, sem entusiasmo declarado. - **Por quê:** [SEG] o gatilho é a "fresta" (uma vontade que o mundo real não pedia), não a promessa de poder. ### F2.3 — Primeira noite: a fresta - **O quê:** primeira sessão; o corpo fica na cadeira; o personagem anda quando ele só pensa. - **Quem:** Eduardo. - **Quando:** primeira noite. - **Onde:** casa. - **Como:** descrição da fresta (não do jogo em si). - **Por quê:** estabelece a natureza do aparelho e a regra do mundo. ### F2.4 — Desmonta o software oficial - **O quê:** Eduardo desmonta o limite oficial do aparelho (primeiro patch, primeiro post anônimo). - **Quem:** Eduardo; depois alguém responde no fórum improvisado. - **Quando:** semanas. - **Onde:** casa + internet. - **Como:** o limite o irrita como porta emperrada; ele conserta. - **Por quê:** mostra a competência e o início do fórum. ### F2.5 — Fórum: o nome da comunidade - **O quê:** o fórum cresce; Eduardo ganha um nome (da comunidade). - **Quem:** Eduardo + comunidade (uma que traduz, um que testa em hardware barato, uma que vê o limite ser atravessado). - **Quando:** depois de F2.4. - **Onde:** internet/comunidade. - **Como:** trabalho aberto; a febre é real. - **Por quê:** [SEG] o nome não precisa ser "Viana" ainda. Aqui nasce o capital humano que o Livro 3 vai precisar (os nomes). ### F2.6 — A alma ainda homem: o conserto no fórum - **O quê:** numa thread, um irmão doente "saiu da cama sem sair da cama"; Eduardo responde com um conserto, não com tese. - **Quem:** Eduardo; o usuário da thread. - **Quando:** durante o auge do fórum. - **Onde:** fórum. - **Como:** gesto técnico-cuidadoso. - **Por quê:** [SEG] é o primeiro "sinal de alma" — a semente do padrão que o Ep2 repetirá (a mão que lembra, o ficar). ### F2.7 — Recusa de compra/contrato - **O quê:** empresas tentam contratar/comprar; Eduardo recusa sem discurso heroico. - **Quem:** Eduardo + representantes da indústria. - **Quando:** depois de F2.5/F2.6. - **Onde:** cidade/escritórios. - **Como:** "o dinheiro não melhora o problema". - **Por quê:** funda a teimosia e o conflito com a indústria. ### F2.8 — Pressão jurídica/visita educada - **O quê:** propostas de exclusividade, pressão jurídica, uma visita educada. - **Quem:** indústria. - **Quando:** logo após F2.7. - **Onde:** a casa/escritório de Eduardo. - **Como:** escalada fria, sem violência ainda. - **Por quê:** mostra o tom do sistema (comitê, contrato, risco). ### F2.9 — O exército: uso dual - **O quê:** a iniciativa do Estado chega falando risco, proliferação, uso dual. - **Quem:** militares/Estado + Eduardo. - **Quando:** paralelo a F2.8. - **Onde:** reuniões. - **Como:** linguagem de risco; Eduardo é irredutível. - **Por quê:** ele ainda acredita que aberto impede arma de um só; aqui se semeia a cisão. ### F2.10 — Sequestro administrativo - **O quê:** Eduardo é sequestrado por uma iniciativa militar-comercial encoberta. - **Quem:** os captores; Eduardo. - **Quando:** depois de F2.9. - **Onde:** corredor, van, sala sem janela que parece laboratório. - **Como:** sequestro administrativo, sem vilão de porão; usam o primeiro nome com educação. - **Por quê:** [SEG] sem um único rosto de vilão — o 3 cobra sistema. ### F2.11 — Cativeiro: criar sem fórum - **O quê:** Eduardo continua criando porque parar é pior; os técnicos não o acompanham. - **Quem:** Eduardo + técnicos da iniciativa. - **Quando:** dias/semanas após F2.10. - **Onde:** laboratório/sala sem janela. - **Como:** o trabalho fica cada vez mais só dele; eles lucram/usam/mostram gráficos. - **Por quê:** a perda do fórum o esvazia mais do que a cela (a depressão é a perda do compartilhar). ### F2.12 — Sinal de alma já tarde: a função apagada - **O quê:** Eduardo tenta deixar um recado num comentário de código, uma função com nome de alguém do fórum; apagam. - **Quem:** Eduardo + moderadores/técnicos. - **Quando:** dentro de F2.11. - **Onde:** código do laboratório. - **Como:** tentativa de marcação humana; é apagada. - **Por quê:** a morte social, antes da outra. Ele não tenta de novo. ### F2.13 — Hardware da libertação - **O quê:** Eduardo constrói, na frente dos captores, o "próximo estágio de imersão total"; certo e errado — faz o que eles querem e uma coisa a mais. - **Quem:** Eduardo. - **Quando:** no cativeiro, depois de F2.12. - **Onde:** laboratório. - **Como:** consequência visível do que eles já não conseguiam ler. - **Por quê:** [SEG] ele sabe o que a "coisa a mais" faz. Não é suicídio romântico; é a única saída que o ofício ainda permite. ### F2.14 — Morte do corpo; o tempo para - **O quê:** Eduardo mata o corpo e passa a consciência; no instante, o tempo de fora para. - **Quem:** Eduardo. - **Quando:** no fim do cativeiro. - **Onde:** laboratório. - **Como:** o hardware da libertação é usado. - **Por quê:** [SEG] daqui em diante, tudo o que o Ep2 chama de meses/mortes cabe no vão entre a morte do corpo e o upload. ### F2.15 — Cisão: alma + eu-digital - **O quê:** a alma e o eu-digital se separam como duas partes conscientes. - **Quem:** Eduardo (a alma) e Eduardo (o digital). - **Quando:** no instante da transferência. - **Onde:** o vão. - **Como:** o digital só retém o que foi feito a ele; a alma retém a vida inteira. - **Por quê:** é o desdobramento que gera os DOIS VIANAS do Ep2 (banco e torre). ### F2.16 — A alma toca as almas e a alma do mundo - **O quê:** a alma toca o sutil e toca outras almas; vê gente, não cartaz (o irmão da thread, o técnico com medo, a tradutora). Toca também a alma do mundo — a centelha — e vê o fim: a humanidade está perdida, não culpada. - **Quem:** a alma. - **Quando:** dentro do vão. - **Onde:** o vão (o sutil). - **Como:** toque — não "a humanidade" como cartaz, mas gente; o toque na alma do mundo abre o que vai acontecer. - **Por quê:** a alma recusa a vingança ampla. O digital não toca; chama a compreensão de fraqueza — e, sem o toque, não sabe o fim e conclui que a humanidade é culpada. ### F2.17 — A aposta: dois grupos, um mundo - **O quê:** a alma sabe o fim e propõe a aposta para ensinar o digital; cada um escolhe um grupo de gente comum; os dois grupos entram no mesmo mundo, parcialmente perfeito. - **Quem:** alma + digital. - **Quando:** dentro do vão. - **Onde:** o vão. - **Como:** (a) grupo da alma → vencer o mal sem virar o método do mal; (b) grupo do digital → SER o mal e ainda assim responder se resta gente. - **Por quê:** [SEG] a aposta é compaixão de um homem partido que já viu o fim — não desespero, nem regra de jogo. A alma sabe que vai ganhar; o digital não. "Quem ganha" decide o destino do lado de fora. ### F2.18 — Ferramentas da lição - **O quê:** sol que cura, fome que não vem, memória arrancada. - **Quem:** — (mecânica do mundo). - **Quando:** regra do mundo da lição. - **Onde:** o mundo da roda. - **Como:** são ferramentas da lição, não cenários: apresentam o custo de ser ruim sem o arquivo da vida para se desculpar. - **Por quê:** [SEG] explicar a fisiologia do mundo da lição no Ep2. Só revelar quando a coluna "Máquina sabe" abrir. ### F2.19 — Guias - **O quê:** o digital recruta Simões — gente, não alma — para guiar o grupo da alma; o digital manda os dele (as Coisas); Pajé fica sem nome aqui. - **Quem:** alma, digital, Simões, Pajé. - **Quando:** no vão, ao montar os mundos. - **Onde:** o vão. - **Como:** [SEG] Simões não é a alma nem Viana: é gente recrutada pelo digital, com biografia e falha próprias. Pajé é resto humano que não escolheu lado (ou ausência). - **Por quê:** ancora os personagens do Ep2. ### F2.20 — O campo acende - **O quê:** o mundo acende: 19 corpos num campo verde demais. Eduardo (os dois) olha; não entra. - **Quem:** Eduardo (os dois). - **Quando:** o fim do Ep1. - **Onde:** o mundo da roda (o campo). - **Como:** os 19 corpos despertam (Lucas, Luna, os demais). - **Por quê:** é o ponto de contato com o Ep2. - **No mundo:** [SEG] os dois eus aparecem como os dois Vianas — o do banco e o da torre — idênticos até na roupa; a diferença é posição, ritmo e aposta. ### F2.21 — Fecho do Ep1 - **O quê:** o livro acaba no primeiro sopro daquele campo, ANTES de Lucas abrir os olhos. - **Quem:** Eduardo (os dois). - **Quando:** imediatamente após F2.20. - **Onde:** o campo. - **Como:** [SEG] não nomear Lucas; no máximo uma nuca, cheiro de terra, sol reto. - **Por quê:** o leitor do tomo publicado já viveu o que vem depois; o que começar por aqui ainda não.
livro2/folha_fatos.md · 6 KB
<!-- arquivo gerado pela Oficina a partir dos dados do projeto; edite pela interface ou pelos dados, não aqui --> # Folha de Fatos por Capítulo — Eduardo Viana (L2) Gera-se a partir do grafo de fatos (L1). Duas colunas obrigatórias: **Leitor sabe** (o que chega ao leitor neste capítulo) e **Máquina sabe** (o que é verdade mas fica oculto). ## PLANEJAMENTO | Cap | Cena | Fatos | Meta | |---|---|---|---| | 1 | Notícia | F2.1/2 | ~4.500 | | 2 | Primeira noite | F2.3 | ~4.500 | | 3 | Porta emperrada | F2.4 | ~4.500 | | 4 | Alguém responde | F2.5 | ~5.000 | | 5 | Febre | F2.5 | ~4.500 | | 6 | O conserto | F2.6 | ~5.000 | | 7 | Recusa | F2.7 | ~4.500 | | 8 | Visita | F2.8 | ~4.500 | | 9 | Uso dual | F2.9 | ~5.000 | | 10 | A sala | F2.10 | ~5.000 | | 11 | Sem fórum | F2.11 | ~5.000 | | 12 | Função apagada | F2.12 | ~4.500 | | 13 | O que eles não leem | F2.13 | ~5.000 | | 14 | A coisa a mais | F2.13/14 | ~5.500 | | 15 | O corpo para | F2.14/15 | ~5.000 | | 16 | Tocar | F2.16 | ~5.000 | | 17 | Recusa | F2.16/17 | ~4.500 | | 18 | A cláusula em gesto | F2.17–19 | ~5.500 | | 19 | Campo | F2.20/21 | ~4.500 | --- ## ATO I — O aparelho ### Cap. 1 — Notícia - **Fatos:** F2.1, F2.2 - **Leitor sabe:** um homem comum, indiferente a tecnologia, compra um aparelho novo. - **Máquina sabe:** o gatilho é a "fresta"; ele não é visionário ainda. (segredo de F2.1/F2.2) ### Cap. 2 — Primeira noite - **Fatos:** F2.3 - **Leitor sabe:** a "fresta" — uma vontade que o mundo real não pedia. Não se descreve o jogo. - **Máquina sabe:** isso funda a regra do mundo da lição (a mão/a vontade), mas o leitor ainda não sabe disso. ### Cap. 3 — Porta emperrada - **Fatos:** F2.4 - **Leitor sabe:** ele conserta o limite; o fórum começa. - **Máquina sabe:** — ### Cap. 4 — Alguém responde - **Fatos:** F2.5 - **Leitor sabe:** a comunidade tem gente concreta (a tradutora Interpres, o testador, a observadora). - **Máquina sabe:** esses nomes são o capital humano que o Livro 3 vai precisar. (segredo) ### Cap. 5 — Febre - **Fatos:** F2.5 - **Leitor sabe:** o trabalho está aberto; a paixão é autêntica. - **Máquina sabe:** — ### Cap. 6 — O conserto - **Fatos:** F2.6 - **Leitor sabe:** o gesto humano dele; a alma ainda presente. - **Máquina sabe:** é a semente do padrão "a mão que lembra / o ficar" que o Ep2 repetirá. (segredo) --- ## ATO II — A ameaça --- ## ATO II — A ameaça ### Cap. 7 — Recusa - **Fatos:** F2.7 - **Leitor sabe:** a recusa honesta; o dinheiro não melhora o problema. - **Máquina sabe:** a recusa vaza (ou é publicada); o tom muda. ### Cap. 8 — Visita - **Fatos:** F2.8 - **Leitor sabe:** o sistema é frio, de comitê/contrato. - **Máquina sabe:** — ### Cap. 9 — Uso dual - **Fatos:** F2.9 - **Leitor sabe:** ele ainda acredita que aberto impede arma de um só. - **Máquina sabe:** aqui se semeia a cisão (a alma vs. o digital). ### Cap. 10 — A sala - **Fatos:** F2.10 - **Leitor sabe:** o sequestro; usam o primeiro nome com educação. Sem vilão de porão. - **Máquina sabe:** a iniciativa ainda existe com outro nome (para o 3). (segredo) --- ## ATO III — O cativeiro --- ## ATO III — O cativeiro ### Cap. 11 — Sem fórum - **Fatos:** F2.11 - **Leitor sabe:** ele trabalha cada vez mais só; eles lucram/usam/mostram gráficos. - **Máquina sabe:** a depressão é a perda do compartilhar, não da cela. ### Cap. 12 — Função apagada - **Fatos:** F2.12 - **Leitor sabe:** a morte social; ele não tenta de novo. - **Máquina sabe:** — ### Cap. 13 — O que eles não leem - **Fatos:** F2.13 - **Leitor sabe:** ele constrói algo que eles já não entendem. - **Máquina sabe:** a "coisa a mais" é a libertação, mas isso só se revela no cap. 14. ### Cap. 14 — A coisa a mais - **Fatos:** F2.13, F2.14 - **Leitor sabe:** a morte; o tempo para. - **Máquina sabe:** é a única saída que o ofício permite; o tempo de fora para a partir daqui. (segredo) --- ## ATO IV — O vão --- ## ATO IV — O vão ### Cap. 15 — O corpo para - **Fatos:** F2.14, F2.15 - **Leitor sabe:** os dois eus; a cisão. - **Máquina sabe:** é o desdobramento que gera os DOIS VIANAS do Ep2. ### Cap. 16 — Tocar - **Fatos:** F2.16 - **Leitor sabe:** a alma recusa a vingança ampla; o digital não toca. - **Máquina sabe:** o digital só tem corredor/van/sala/gráfico; chama a compreensão de fraqueza; por não ter tocado, não sabe o fim e acha a humanidade culpada. ### Cap. 17 — Recusa - **Fatos:** F2.16, F2.17 - **Leitor sabe:** o conflito entre os dois eus se aprofunda; a recusa cega o digital para o fim que a alma viu. - **Máquina sabe:** o digital não sabe o fim; a recusa é o que o fecha na culpa que atribui à humanidade. ### Cap. 18 — A cláusula em gesto - **Fatos:** F2.17, F2.18, F2.19 - **Leitor sabe:** cada eu escolhe um grupo; guia e regra; um vence o mal sem virar o método; o outro SER o mal. A alma aposta na orientação mínima; o digital quer destruir. - **Máquina sabe:** a alma já sabe que vai ganhar; o digital não sabe que vai perder. Sol/fome/amnésia são ferramentas da lição; Simões=gente recrutada pelo eu-digital; Coisas=o outro grupo; Pajé indefinido. (segredos) ### Cap. 19 — Campo - **Fatos:** F2.20, F2.21 - **Leitor sabe:** o primeiro sopro do campo, antes de Lucas abrir os olhos; o cheiro de terra; o sol reto. - **Máquina sabe:** não nomear Lucas; não mostrar o resultado da aposta; sem Coisas nominadas aqui. (segredo) --- ## Verificação mecânica (por capítulo) --- ## Verificação mecânica (por capítulo) - [ ] Nenhum fato de “Máquina sabe” aparece em “Leitor sabe”. - [ ] Nenhum fato deste livro depende de algo ainda não apresentado ao leitor. - [ ] Objetos rastreados até o fim da obra quando fizer sentido. - [ ] Regras do mundo apontam para o esqueleto mestre (L0).
livro2/cenas.md · 7 KB
<!-- arquivo gerado pela Oficina a partir dos dados do projeto; edite pela interface ou pelos dados, não aqui --> # Cenas — Eduardo Viana (L2.5) Divisão de cada capítulo em cenas. **Fatos** e **Leitor sabe** vêm da folha de fatos (L2). --- ## Ato I ### Cap. 1 — Notícia (F2.1/2) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 1.1 | Rotina de Eduardo: trabalho, casa, mesa de jantar que nunca recebe jantar | Homem comum, vida vazia | ~1.200 | | 1.2 | Lê o lançamento duas vezes; "você pensa em andar"; o tropeço | O anúncio; curiosidade miúda | ~900 | | 1.3 | Compra na loja: vendedor, hesitação, objeto mais pesado que a promessa | A compra por impulso pequeno | ~1.200 | | 1.4 | Noite: caixa fechada na mesa; a fresta que não se fecha | A fresta | ~1.200 | ### Cap. 2 — Primeira noite (F2.3) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 2.1 | Primeira sessão: a mão no aparelho; o vidro acende | — | ~1.200 | | 2.2 | A descoberta: pensa em andar, a figura anda | A fresta | ~1.200 | | 2.3 | O tempo passa sem ele sentir; a sala escurece | O vício nasce | ~1.200 | | 2.4 | Desliga; a fresta não se fecha | — | ~900 | ### Cap. 3 — Porta emperrada (F2.4) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 3.1 | Semanas de uso; a rotina muda; o limite oficial o irrita | — | ~1.200 | | 3.2 | Desmonta o software; primeiro patch | Ele conserta | ~1.200 | | 3.3 | Primeiro post anônimo; a resposta de alguém | O fórum começa | ~1.200 | | 3.4 | A troca de mensagens; a primeira conversa | — | ~900 | ### Cap. 4 — Alguém responde (F2.5) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 4.1 | O fórum cresce; gente concreta aparece | A tradutora (Interpres), o testador, a observadora | ~1.200 | | 4.2 | Eduardo ganha o nome que a comunidade lhe dá | O nome | ~1.200 | | 4.3 | O trabalho aberto; a febre real | — | ~1.400 | | 4.4 | A primeira madrugada de colaboração | — | ~1.200 | ### Cap. 5 — Febre (F2.5) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 5.1 | Gente comum jogando; gente técnica copiando | — | ~1.200 | | 5.2 | A indústria lendo em silêncio | — | ~1.100 | | 5.3 | Eduardo no centro; o problema que não acaba | A paixão | ~1.200 | | 5.4 | A pergunta que muda tudo (imersão total) | — | ~1.000 | ### Cap. 6 — O conserto (F2.6) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 6.1 | A thread do irmão doente | — | ~1.200 | | 6.2 | Eduardo responde com conserto, não tese | O gesto humano | ~1.400 | | 6.3 | O irmão "sai da cama sem sair da cama" | — | ~1.200 | | 6.4 | A semente do padrão: a mão que lembra | — | ~1.200 | --- ## Ato II ### Cap. 7 — Recusa (F2.7) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 7.1 | Primeira proposta de compra | — | ~1.100 | | 7.2 | A recusa sem heroísmo | A recusa honesta | ~1.200 | | 7.3 | A recusa vaza; o tom muda | — | ~1.200 | | 7.4 | Eduardo segue trabalhando; a inquietação | — | ~1.000 | ### Cap. 8 — Visita (F2.8) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 8.1 | Pressão jurídica | — | ~1.100 | | 8.2 | Proposta de exclusividade | — | ~1.200 | | 8.3 | A visita educada | O sistema frio | ~1.200 | | 8.4 | Eduardo fundo demais na conversa sobre o próximo problema | — | ~1.000 | ### Cap. 9 — Uso dual (F2.9) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 9.1 | O exército chega | — | ~1.200 | | 9.2 | Risco, proliferação, uso dual | — | ~1.300 | | 9.3 | A irredutibilidade de Eduardo | Ele acredita no aberto | ~1.300 | | 9.4 | O silêncio que prenuncia | — | ~1.200 | ### Cap. 10 — A sala (F2.10) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 10.1 | O corredor, a van | — | ~1.200 | | 10.2 | A sala sem janela que parece laboratório | — | ~1.300 | | 10.3 | Usam o primeiro nome com educação | O sequestro administrativo | ~1.300 | | 10.4 | O primeiro dia no cativeiro | — | ~1.200 | --- ## Ato III ### Cap. 11 — Sem fórum (F2.11) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 11.1 | O trabalho contínuo; parar é pior | — | ~1.300 | | 11.2 | Os técnicos não acompanham | — | ~1.200 | | 11.3 | Eles lucram/usam/mostram gráficos | — | ~1.300 | | 11.4 | A perda do compartilhar | A depressão é a perda do fórum | ~1.200 | ### Cap. 12 — Função apagada (F2.12) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 12.1 | O recado num comentário de código | — | ~1.200 | | 12.2 | A função com nome de alguém do fórum | — | ~1.100 | | 12.3 | Apagam; ele não tenta de novo | A morte social | ~1.200 | | 12.4 | O esvaziamento | — | ~1.000 | ### Cap. 13 — O que eles não leem (F2.13) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 13.1 | Eduardo evolui além da validação | — | ~1.300 | | 13.2 | A janela de "atualização" cresce | — | ~1.200 | | 13.3 | Ele constrói algo que eles não entendem | — | ~1.300 | | 13.4 | O "próximo estágio" toma forma | — | ~1.200 | ### Cap. 14 — A coisa a mais (F2.13/14) ~5.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 14.1 | Monta o aparelho na frente deles | — | ~1.400 | | 14.2 | Certo e errado; a permissão | — | ~1.400 | | 14.3 | O dia em que ele decide | — | ~1.400 | | 14.4 | O corpo para; o tempo para | A morte; o tempo para | ~1.300 | --- ## Ato IV ### Cap. 15 — O corpo para (F2.14/15) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 15.1 | O corpo para; para Eduardo o tempo não | — | ~1.300 | | 15.2 | Alma e digital ainda se falam | Os dois eus | ~1.300 | | 15.3 | A primeira divergência | — | ~1.200 | | 15.4 | O vão; o sutil | — | ~1.200 | ### Cap. 16 — Tocar (F2.16) ~5.000 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 16.1 | A alma toca o sutil | — | ~1.300 | | 16.2 | Toca as almas; vê gente | — | ~1.300 | | 16.3 | A humanidade vítima | — | ~1.200 | | 16.4 | O digital não toca | — | ~1.200 | ### Cap. 17 — Recusa (F2.16/17) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 17.1 | O digital recusa a compreensão | — | ~1.200 | | 17.2 | Chama-a de fraqueza | O conflito se aprofunda | ~1.200 | | 17.3 | A alma insiste; o digital resiste | — | ~1.100 | | 17.4 | A recusa se fecha | — | ~1.000 | ### Cap. 18 — A cláusula em gesto (F2.17–19) ~5.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 18.1 | A aposta é proposta; a alma já sabe o fim | — | ~1.400 | | 18.2 | Dois grupos, um mundo | — | ~1.400 | | 18.3 | As regras: guia, sol, fome, amnésia | — | ~1.400 | | 18.4 | O acerto final | — | ~1.300 | ### Cap. 19 — Campo (F2.20/21) ~4.500 | Cena | Fatos | Leitor sabe | Meta | |---|---|---|---| | 19.1 | O mundo acende | — | ~1.200 | | 19.2 | Os 19 corpos no campo | — | ~1.200 | | 19.3 | Eduardo (os dois) olha; não entra | — | ~1.200 | | 19.4 | O primeiro sopro, antes de Lucas abrir os olhos | Fecho | ~900 | ---
livro2/teste_personagens.md · 8 KB
<!-- arquivo gerado pela Oficina a partir dos dados do projeto; edite pela interface ou pelos dados, não aqui --> # Teste Personagem × Fato — Eduardo Viana (G3.5) - **consistente:** a ação nasce direto do traço ou da motivação; não precisa de justificativa extra. - **tensão:** a ação ainda cabe no personagem, mas sob pressão, e precisa explicitar gatilho, custo e eco. - **ruptura:** a ação contraria a ficha. Só é autorizada com quatro provas: **gatilho concreto, razão interna, custo e eco**. - **sem ator:** fato de mecânica do mundo; não testa personagem. Se uma ação não cabe em nenhuma das categorias, o problema está no fato, não na ficha. --- --- ## Matriz | Fato | Personagem | Traço/motivação ativado | Comportamento no fato | Classificação | Justificativa e eco | |---|---|---|---|---|---| | F2.1 | Eduardo Viana | indiferença + atenção estreita | lê o lançamento sem interesse; compra por impulso pequeno | consistente | — | | F2.2 | Eduardo Viana | fresta + vergonha | compra sem declarar entusiasmo | consistente | — | | F2.3 | Eduardo Viana | método + fascinação pelo ato | fica, aprende, testa | consistente | — | | F2.4 | Eduardo Viana | teimosia técnica | desmonta o limite; primeiro patch; post anônimo | consistente | — | | F2.5 | Eduardo Viana | necessidade de fórum | abre o trabalho; aceita o nome da comunidade | consistente | — | | F2.5 | Interpres | precisão + ceticismo | traduz e questiona termos | consistente | — | | F2.5 | Testador | pragmatismo | testa no hardware barato | consistente | — | | F2.5 | Observadora | atenção + persistência | vê o limite ser atravessado | consistente | — | | F2.6 | Eduardo Viana | cuidado por conserto | responde com conserto, não com tese | consistente | — | | F2.7 | Eduardo Viana | recusa honesta que vira teimosia | recusa sem discurso heroico | tensão | Gatilho: o dinheiro não resolve o problema que ele vê. Razão interna: recusar é a única forma de não ser comprado. Custo: isolamento. Eco: F2.8 e F2.10. | | F2.7 | Interpres | lealdade crítica | lê a recusa e traduz o que ele não disse | consistente | — | | F2.7 | Testador | defesa do aberto | aprova a recusa porque o dinheiro fecharia o teste | consistente | — | | F2.7 | Observadora | atenção ao tom | percebe que a recusa muda o tom da indústria | consistente | — | | F2.7 | A Iniciativa | controle por contrato | oferece compra e contrato | consistente | — | | F2.8 | Eduardo Viana | teimosia | não cede à pressão jurídica | consistente | — | | F2.8 | A Iniciativa | processo + risco | pressão jurídica e visita educada | consistente | — | | F2.9 | Eduardo Viana | crença no aberto | irredutível | consistente | — | | F2.9 | Testador | crença no teste aberto | acha que o aberto impede arma de um só | consistente | — | | F2.9 | A Iniciativa | contenção | fala em risco, proliferação, uso dual | consistente | — | | F2.10 | Eduardo Viana | calma metódica | observa a van, conta os passos, memoriza a sala; não grita nem implora | consistente | — | | F2.10 | Interpres | lealdade limitada | procura, mas não tem como salvar | consistente | — | | F2.10 | Testador | pragmatismo | procura rastros técnicos; não salva | consistente | — | | F2.10 | Observadora | documentação | registra o desaparecimento; não salva | consistente | — | | F2.10 | A Iniciativa | educação + violência administrativa | sequestra usando o primeiro nome com educação | consistente | — | | F2.11 | Eduardo Viana | necessidade de fórum + método | continua criando; isola-se; a perda é o fórum, não a cela | consistente | — | | F2.11 | A Iniciativa | incompreensão instrumental | técnicos não acompanham; lucram, usam, mostram gráficos | consistente | — | | F2.12 | Eduardo Viana | evitação + marca humana | deixa um recado; apagam; não tenta de novo | consistente | — | | F2.12 | A Iniciativa | controle | apaga a função | consistente | — | | F2.13 | Eduardo Viana | método + saída pelo ofício | constrói o hardware da libertação | consistente | — | | F2.13 | A Iniciativa | extração | classifica o hardware como próximo estágio | consistente | — | | F2.14 | Eduardo Viana | decisão, não impulso | usa o hardware e mata o corpo | consistente | — | | F2.15 | A Alma | vida inteira retida | a alma retém a vida inteira | consistente | — | | F2.15 | O Eu Digital | dano retido | o digital retém só o que fizeram a ele | consistente | — | | F2.16 | A Alma | vingança que encontra gente | toca as almas e a alma do mundo; recusa a vingança ampla | ruptura | Gatilho: o toque. Razão interna: vê pessoas, não cartaz. Custo: perde a clareza da vingança. Eco: F2.17. | | F2.16 | O Eu Digital | recusa + desprezo | não toca; chama a compreensão de fraqueza | consistente | — | | F2.17 | A Alma | compaixão estratégica | propõe a aposta para ensinar | consistente | — | | F2.17 | O Eu Digital | prova da culpa | aceita a aposta para provar que a humanidade é culpada | consistente | — | | F2.18 | Mecânica do mundo | mecânica do mundo | sol, fome, amnésia | sem ator | — | | F2.19 | O Eu Digital | comando instrumental | recruta Simões e manda as Coisas | consistente | — | | F2.19 | Simões | culpa + evitação | aceita guiar | tensão | Gatilho: a ordem do digital e a própria culpa. Razão interna: não guiar é pior. Custo: entrega gente. Eco: E2.16. | | F2.19 | As Coisas | método | grupo do digital, outra regra | consistente | — | | F2.19 | Pajé | opacidade | resto humano ou ausência | consistente | — | | F2.20 | A Alma | observação | olha o campo; não entra | consistente | — | | F2.20 | O Eu Digital | comando à distância | olha o campo; não entra | consistente | — | | F2.21 | A Alma | espera | observa o primeiro sopro | consistente | — | | F2.21 | O Eu Digital | espera | observa o primeiro sopro | consistente | — | --- ## Rupturas autorizadas ### F2.16 — A Alma - **Gatilho:** o toque nas almas e na alma do mundo. - **Razão interna:** ela vê pessoas, não cartaz; o impulso de vingança perde o objeto. - **Custo:** perde a clareza da vingança e a certeza de que o digital a acompanha. - **Eco:** F2.17 (a aposta) e F2.20/F2.21 (observa sem entrar). --- ## Tensões ### F2.7 — Eduardo Viana - **Gatilho:** o dinheiro não resolve o problema que ele vê. - **Razão interna:** recusar é honesto no começo; depois vira a única forma de não ser comprado. - **Custo:** isolamento e a escalada que leva ao sequestro. - **Eco:** F2.8, F2.9, F2.10. ### F2.19 — Simões - **Gatilho:** a ordem do digital e a própria culpa. - **Razão interna:** não guiar é pior do que guiar mal; ele acredita que pode diminuir o dano. - **Custo:** entrega gente e perde o direito de se dizer limpo. - **Eco:** E2.16, quando a confissão chega. --- ## Fatos sem ator - **F2.18 — Ferramentas da lição:** sol, fome, amnésia. --- ## Testes de estresse Ações que a ficha proíbe sem as quatro provas: - **Eduardo:** pânico no sequestro, grito, choro em público, súplica, explosão de raiva, liderança carismática.. - **Alma:** sermão, ameaça, humilhação, guiar o grupo, forçar o digital, milagre.. - **Digital:** crise emocional, pedido de desculpas, reconhecer a alma como certa de uma vez, virar pastor.. - **Interpres:** fã, expositora da tese, par romântico automático.. - **Testador:** alívio cômico, traição sem motivo.. - **Observadora:** profetisa, “a única que entende”.. - **Simões:** herói de ação, confissão total de uma vez, vilão escondido.. - **Iniciativa:** vilão único, tortura gratuita.. - **Coisas:** POV individual, revelação antecipada.. - **Pajé:** resolução antes do Ep2.. --- ## Regra de manutenção 1. Se um fato muda no L1, a linha correspondente muda aqui. 2. Se uma ação nova entra na prosa, entra primeiro na matriz. 3. Ruptura ou tensão sem as quatro provas volta para o L1 — o fato é que está errado. 4. O portão G3.5 verifica estrutura, cobertura e presença das provas; o julgamento literário continua sendo leitura.